19/07/2011 – Continuo a esperar, o sol nunca vem, não mais Canibal... Eu no aperto e a Lu me mandou: Mais uma vez... Para! O sol vai voltar amanhã... Não voltou, ou voltou, mas, mesmo o sol está ofuscado por algo bem maior que não sei o que é... Pode ser um eclipce... Claro que eu amava sim quando tudo ficava repleto de luz... Minha luz, eu sendo meu próprio aquecedor... Aprendi sim, a confiar em mim mesma... Com alguns coices, e, conseqüentemente muitas quedas. Assim mesmo, levantei, meio acabada, mas em pé. É detestável ouvir certas coisas. Muitas palavras deveriam ser proibidas de serem ditas... Eu acreditei tanto, fiquei cega, surda. Então, sozinha, passei a conversar comigo mesma, foi necessário, é a causa da ausência de amigos... Ardeu tanto perceber, ver como é a parede do poço, olhar pra baixo e ver o chão, tão perto e observar o acima e ver que a saída está longe demais, que tem muito a subir ainda... é tão ruim fazer o que não é pra ser mais feito, fazer mal feito, de forma que queima o corpo, fazer forçado, machuca mais do que você pensa... É horrível, isso prejudica minha mente, me faz sentir sentimentos ruins Canibal... E ouvir que é fácil sair dá raiva... Se fosse fácil eu não estaria aqui darling... É ridículo a forma com que tudo acontece, o estar acostumada, o parecer normal... Pra quem ta por fora é bom falar, mas, pra quem tá dentro, já modificado, a história é outra... Nem mesmo do que é ruim é possível escapar... Nem grito mais, ninguém pode ouvir... Eu queria a Talita por aqui, ou o Fake, ou o Lipe, o Well, até mesmo a louca da Amanda me serviria... Eles saberiam o que dizer, achariam um jeito pra mim... Fácil né? Não, não é... Bláblábláblá + abobrinhas laranjas + abobrinhas verdes... o resto é a mesma coisa...
Natália Vieira Costa
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"Será que, à medida que você vai vivendo, andando, viajando, vai ficando cada vez mais estrangeiro? Deve haver um porto..."
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- - O inegável de mim: Natália, 24 anos. Somos sempre suspeitos a falar de nós mesmos. Podemos ''mentir muito'' ao nos caracterizar... Acho que vê melhor, quem está por fora... Direi o suficiente...Sinto prazer em ler e escrever... desenhar, pintar e ver filmes... Procuro na escrita uma maneira de me expressar, não para o mundo, mas, para mim mesma... Me compreendo dessa forma.. Cada texto meu é como estou me sentindo no momento. Posso olhar o que escrevi hoje, e alguns meses depois rir daquele dia ao ver que tudo passou.. .Ou me sentir um pouco mal ao recordar por minhas palavras o quão grande foi a dor naquele momento... Quem nunca sofreu um pouco por causa da nostalgia que é viver...?
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